quinta-feira, 12 de abril de 2018

Viagem a Auschwitz -“Comboio da Memória-2018”




Realizou-se entre os 23 de março e 3 de abril, a 3ª edição do “Comboio da Memória-2018”, viagem de comboio com início em Pombal até Auschwitz, com paragem em Paris e Varsóvia.
Este projeto, dinamizado pela docente Isabel Vicente, do Agrupamento de Escolas de Pombal, ao qual associámos o projeto UNESCO do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, dinamizado pelas docentes Dores Fernandes e Josefa Reis, tal como consta no P.A.A, contou com a presença de um grupo de alunos e professores,  num total de 37 elementos dos dois Agrupamentos de Escolas.
Fruto de uma filosofia de união de energias, sonho e trabalho, as coisas aconteceram! Os projetos ganharam “asas” e criaram “raízes”, plantando a semente em novas gerações.
Assim foi, ao longo de vários meses foi feita a planificação até ao último pormenor por parte da organização, realizando muito trabalho atrás da cortina! Toda a logística foi centrada na docente Isabel Vicente, complementada pelas artes gráficas e outras diligências por parte da equipa do projeto UNESCO-AECS, contribuindo assim, para que esta viagem, em formato INTERRAIL, suportada financeiramente, na sua totalidade, pelos participantes, se tornasse memorável. Uma experiência marcante para toda a vida para aqueles que a vivenciaram!
A primeira paragem foi em Paris, no dia 24 de março, para um merecido repouso noturno no Auberge Internationale des Jeunes, e pelas 10 horas do dia seguinte, estava traçada a visita ao Memorial de La Shoah, local de Memória das Vítimas, mas também de Honra dos “Justos entre as Nações”, onde fomos guiados pelas palavras sábias, em português, da Historiadora Lívia Parnes,  na companhia do Dr. João Alvim, Vice-Cônsul de Portugal em Paris e de Gerald de Sousa Mendes, neto de Aristides de Sousa Mendes, os quais, no final, teceram um largo elogio ao grupo e à iniciativa,  fazendo reflexões sobre a importância desta consciencialização dos jovens, agradecendo a oportunidade e reforçando o privilégio desta partilha de saberes, o que nos deixou de alma cheia.
Em forma de agradecimento, foram entregues algumas ofertas, nomeadamente o livro/filme e a medalha simbólica do 50 anos da morte de Aristides de Sousa Mendes, e mais dois packs idênticos, um para arquivo no Museu de La Shoah e outro para o arquivo no Consulado de Portugal, cortesia do Município de Carregal do Sal, através do projeto UNESCO “Dever de Memória” do Agrupamento de escolas de Carregal do Sal, assim como algumas t-shirts da “Marcha da Paz” patrocinada a todo o grupo do “Comboio da Memória-2018” pelo http://amigosdesousamendes.blogspot.pt/, através da Drª Mariana Abrantes.
Digno de pensar que há momentos escritos nas estrelas, e marcados para sempre na nossa memória, fomos presenteados num encontro casual com Serge Klarsfeld, autor do livro "Le Mémorial de la deportation des juif de France", que permitiu a criação do muro dos deportados em forma de homenagem! MOMENTO ÚNICO!
Prosseguimos viagem rumo a Frankfurt, seguiu-se Hannover, Berlim, Varsóvia e, finalmente, Cracóvia, onde chegámos na tarde de segunda-feira! 
Orientados por guias num programa ao mais alto nível, o grupo foi conduzido a locais emblemáticos e lendários como a zona histórica de Cracóvia, Basílica de Santa Maria, a Barbacã (castelo), a Torre nas portas da cidade, a imponente Praça do Mercado e a Catedral Wavel.
O grupo visitou as Minas de sal de Wieliczka, declaradas como Património da Humanidade em 1978, um dos lugares mais visitados da Polónia, onde foi possível apreciar as belíssimas obras de arte executadas em sal pelos mineiros, e no âmbito da temática da 2ª Guerra Mundial e do Holocausto, o Bairro Judeu, a Fábrica de Oskar Shindler e finalmente o Galicia Jewish Museu, onde nos esperava o testemunho de Anita Dolli Panek, 88 anos, sobrevivente, bioquímica polaca, naturalizada brasileira e investigadora na área do metabolismo energético. 

No final desse testemunho, houve debate, e a professora Isabel Vicente aproveitou para explicar o sentido da viagem do “Comboio da Memória” do Agrupamento de Escolas de Pombal, ao qual foi acrescentado pela docente Josefa Reis, informações sobre o projeto UNESCO do AECS, com enfoque na figura de Aristides de Sousa Mendes, bem conhecida no Museu. Assim, foi também entregue o livro e a medalha simbólica dos 50 anos da morte de Aristides de Sousa Mendes para acervo do Museu e foi oferecida uma t-shirt da “Marcha da Paz” a Anita Dolli, transmitindo-lhe que iríamos fazer pela tarde desse dia, a simbólica “Marcha da Paz” de 3 km, que une Auschwitz a Birkenau, em memória de todos os que pereceram, ato que mereceu a sua admiração e votos de sucesso! A tarde desse dia, foi de visita a Auschwitz e a Birkenau, o ponto alto da nossa viagem de homenagem e memória! O Campo de Auschwitz-Birkenau foi aberto como museu em 1947 e declarado pela
UNESCO como Património da Humanidade em 1974.
Auschwitz - Birkenau e a Marcha da Paz, finalmente!
O sentimento dos visitantes foi de tristeza e, em alguns olhares, pequenas lágrimas teimaram em cair! Como foi humanamente possível? Depois de uma visita muito enriquecedora, regressámos a Auschwitz I a pé, completamente em silêncio e reflexão, realizando a “Marcha da Paz” que a chuva não impediu, cumprindo assim um dos propósitos desta Viagem de Memória!

No dia seguinte, levantámos “âncora” de Cracóvia diretos a Varsóvia, onde ficámos 2 dias. Visualmente a cidade é fria e demasiado moderna, no entanto, depois da visita, contextualizada pelo guia, ao Museu do Levante de Varsóvia (Muzeum Powstania Warszawskiego), descobrimos que só poderia ser assim, pois em 1945, depois da 2ª guerra mundial, a Polónia era um país em escombros. Varsóvia foi totalmente destruída, restou uma cidade fantasma! Através das palavras da guia Ágata, ficámos a saber que a zona histórica de Varsóvia, aparentemente preservada, não passava de uma fiel reconstrução/réplica, considerada desde 1980 como Património da UNESCO. 

Durante 12 dias, o grupo vivenciou valiosas oportunidades de aprendizagem, os elogios constantes nos mais diversos percursos, revelam que estão todos de Parabéns! Paralelamente a todas as visitas, tiveram oportunidade de recolher carimbos nos Passaportes entregues no âmbito do projeto UNESCO, ideia e autoria de Josefa Reis, em formato de certificado de presença, assinado previamente por António de Moncada Sousa Mendes, neto de Aristides de Sousa Mendes, uma memória física da passagem nesses lugares. O dia 1 abril de 2018 estava destinado ao regresso a Pombal e Carregal do Sal do "Comboio da Memória” 2018!... E assim foi, para tristeza de alguns!
O contributo desta viagem, na partilha e no alertar de consciências, como promotora de novas aprendizagens para a construção de um SER mais HUMANO, contribuiu para a interiorização de valores fundamentais da vida! A esperança de que as gerações vindouras, interiorizem valores e um sentido de vida, para que tais horrores não voltem a acontecer e se construa um mundo de igualdade e de respeito pelo outro, valores emanados na ação do “Justo entre as Nações”, Aristides de Sousa Mendes, é uma constante!

https://www.youtube.com/watch?v=Le3FreyA5TU


 “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada.” Edmund Burke
                                                      P’la Equipa Unesco, Josefa Reis com colaboração de Dores Fernandes
                                                                                   Fotos-Grupo Participante
Agradecimentos:
Direção do Agrupamento de Escolas de Pombal
Direção do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal
Dr.ª Isabel Vicente-Mentora do Projeto “Comboio da Memória”
Dr. João Alvim-Vice-Cônsul de Portugal
Gerald de Sousa Mendes-neto de Aristides de Sousa Mendes
Dr. António de Moncada Sousa Mendes- neto de Aristides de Sousa Mendes
Projeto UNESCO-Dores Fernandes/Josefa Reis
Mª Celeste e António M. Reis (Material Gráfico)
Drª Mariana Abrantes ( http://amigosdesousamendes.blogspot.pt/)
Câmara Municipal de Carregal do Sal
A todos os que apoiaram …
Participantes do Comboio da Memória-2018 e pais.
Grupos organizados por aves simbólicas de valores como a Paz, a Força, a Harmonia, a Pureza, a Simplicidade, a Renovação, entre outros:
Fénix-Professora Isabel Vicente, Simão Figueiredo, João Marques, Gabriela Teixeira, Beatriz Gomes e Luana Oliveira
Águia- Professora Isabel Várzeas, Hugo Reis, Diogo Duarte, Francisco Lopes, Flávia Ponte, Márcia Lopes e Inês da Silva Freitas
Borboleta- Professora Josefa Reis, Quirina Mendes, Joana Sousa, Jéssica Mayor, João Caetano e Ana Francisca Fernandes
Colibri- José Ribeiro, Eleonor Cadete, Beatriz Silva, Mariana Neto e Emily Rodrigues,
Pomba- Professora Lídia Ribeiro, Andreia Veloso, Alexandre Rodrigues, João Ribeiro, Luísa Martins, Leonor França e Beatriz Abreu Costa
Tsuru- Professora Lurdes Cruz, Inês Francisco, Laura Duarte, Beatriz Santos, Raquel Tavares e Mª Leonor Carvalho.

sábado, 24 de março de 2018

Acolhimento de alunos do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho na Casa do Passal

    
O Projeto UNESCO “Dever de Memória” do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, associou-se ao Agrupamento de escolas de Montemor-o-Velho, para guiar a visita do grupo de alunos de 9º ano, à Casa do Passal, depois destes terem visitado o Núcleo Museológico Fronteira da Paz, em Vilar Formoso, no dia 9 de março, ao final da tarde. Foram distribuídos flyers referentes à figura de Aristides de Sousa Mendes, à Casa do Passal e ao património histórico-cultural do concelho, da autoria das docentes Dores Fernandes e Josefa Reis, recurso que integra o acervo didático do projeto.

Esta colaboração materializou-se, ainda, no convite ao Dr. Luís Fidalgo, membro da Fundação ASM, que honrou o grupo com a sua presença e proferindo umas palavras de enaltecimento do Cônsul Aristides de Sousa Mendes que, segundo as suas palavras, é orgulho da vila de Cabanas de Viriato, do concelho, do país e o motivo da visita do grupo, pelo que sentia um grato prazer em recebê-los na Casa, que foi residência deste herói e da sua família.

O grupo, constituído por cerca de 47 alunos, acompanhados das professoras revelaram enorme interesse e entusiasmo, demonstrado pela vontade de continuar a ouvir e a apreciar a exposição proferida pelas dinamizadoras da equipa UNESCO. Esta foi, sem dúvida, mais uma iniciativa que nos deixou de coração cheio, com o sentimento de dever cumprido, deixando-nos a esperança de que os VALORES, do respeito pelo outro e a solidariedade, subjacentes ao ato de consciência de Aristides de Sousa Mendes, germinarão nestes jovens, adultos de amanhã.
Dores Fernandes e Josefa Reis
Fotos: Josefa Reis

CAMINHO DA CONSCIÊNCIA E DA FRONTEIRA DA PAZ


O dia 3 de março encheu o nosso coração. Numa parceria entre o Projeto UNESCO "Dever de Memória" e o Projeto "Comboio da Memória", este último coordenado pela colega Isabel Vicente, do Agrupamento de Escolas de Pombal, acolhemos um grupo de 55 pessoas, adultos (professores e pais) e jovens estudantes de Pombal, na Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, onde nos esperava, como anfitrião, o neto de Aristides de Sousa Mendes, Dr. António Moncada Sousa Mendes, autor do livro Aristides de Sousa Mendes – memórias de um neto, recentemente publicado, e o Dr. Luís Fidalgo, representante da Fundação Aristides de Sousa Mendes.
     O Dr. Fidalgo dirigiu ao grupo simpáticas palavras de boas-vindas a esta vila, destacando a riqueza patrimonial e cultural do concelho, particularizando a Casa e a memória daquele que, na sua opinião, é um VALOR inestimável, do concelho, do país e do mundo, pela sua coragem e ato altruísta. As palavras de quem guarda alguma memória, ainda que ténue, mas muito informada, de Aristides de Sousa Mendes e daquela casa – o seu neto - foram transmitidas com simplicidade e emoção, o que deslumbrou o grupo. 
Após a visita à Casa, o grupo realizou a caminhada até ao cemitério, onde colocou, no jazigo da família do Cônsul, um arranjo de flores brancas, simbolicamente em representação da paz, tendo também guardado um minuto de silêncio em homenagem ao diplomata.
Seguiu-se a viagem, com paragem no Restaurante Sanzala, na cidade da Guarda, para degustar a saborosa gastronomia tradicional. Na vila de Vilar Formoso, o grupo visitou o Pólo Museológico Fronteira da Paz. Este núcleo, recentemente inaugurado, é um Memorial aos Refugiados e ao “Justo entre as Nações” Aristides de Sousa Mendes, pela sua ação de salvamento de milhares de refugiados aquando da 2ª guerra mundial. Neste espaço, o grupo percorreu com enorme interesse os diferentes núcleos da exposição e constatou que é imperioso preservar a memória e lutar por valores fundamentais do ser humano, seguindo o exemplo de Aristides Sousa Mendes.
 O balanço desta atividade é muito positivo, demonstrando que quando se junta sinergia à dedicação e ao amor à causa, o resultado é o sucesso. No final, sonhámos com outras “viagens de memória”. Uma palavra de gratidão à colega Isabel Vicente, pela iniciativa e aos convidados Dr. Moncada Sousa Mendes e Dr. Luís Fidalgo.



Dores Fernandes e Josefa Reis
Fotos: Josefa Reis

quinta-feira, 8 de março de 2018

A exposição “AMAR´te? Porque SIM!”












 A exposição “ AMAR´te? Porque SIM”, dinamizada em parceria com o Museu Manuel Soares de Albergaria, em Carregal do Sal, visa assinalar O Dia Internacional da Mulher. É constituída por uma série de trabalhos, orientados pelas docentes de Educação Visual, Isabel Várzeas e Josefa Reis e executados pelos alunos das turmas do 7º e 8º ano do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal.

Esta atividade, realizada sob a égide do Projeto UNESCO, tem como objetivos: levar os alunos a desenvolver as capacidades de observação, reflexão e interpretação, bem como as capacidades de representação, de expressão e de comunicação, promovendo métodos de trabalho individual e colaborativo, usando princípios de boa convivência e cidadania. São, ainda, objetivos expetáveis desenvolver o espírito crítico face a imagens e conteúdos mediatizados e adquirir capacidades de resposta superadoras de estereótipos e preconceitos face ao meio envolvente, assim como a sensibilidade estética, formando e aplicando padrões de exigência e a consciência histórico- cultural, cultivando a sua disseminação, promover a liberdade de expressão artística, a reciclagem e o contacto com novos materiais.

         Desenvolvimento e concretização do projeto
A Arte, um dos Direitos fundamentais da existência do homem, é o berço que acolhe esta iniciativa, no âmbito do projeto UNESCO do nosso Agrupamento, através da súmula de trabalhos apresentados, interpretados através da pintura e da escultura de elementos que contextualizam a abordagem artística da figura feminina. Os alunos, executaram um trabalho artístico alicerçado em várias reinterpretações de obras de autores da pintura do séc. XX, (Picasso, Matisse, Modigliani, wassily KandinsKy, Juan Gris, Mondrian, Christian Roghlfs entre outros) sendo esses elementos criados com base na reciclagem de material, na aplicação de várias técnicas mistas sobre telas e máscaras de papel, apresentados numa paleta colorida de técnicas mistas através da colagem, da pintura em acrílico, aguarela, lápis de cor e marcador, interpretada de forma livre, com base em vários conteúdos lecionados em Educação Visual.
Na exploração bidimensional do tema, os alunos usaram assim, vários materiais e técnicas sobre o papel de aguarela, transformando cada imagem numa nova imagem, dando um novo rosto a cada máscara trabalhada. Os trabalhos realizados enriquecem assim uma exposição a visitar no Museu Manuel Soares de Albergaria, em Carregal do Sal, a partir do dia 8 de março. Agradecemos o apoio da Dr.ª Dores Fernandes e da Dr.ª Paula Teles na organização deste evento.

                         Contextualização do tema - 8 de março, PORQUÊ?

“O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se deflagrara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.
Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicavam o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto.
Caminhavam com o slogan Pão e Rosas, em que o pão simbolizava a estabilidade económica e as rosas uma melhor qualidade de vida. Durante a segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca, a famosa ativista dos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o “Dia Internacional da Mulher.”                                              
    Texto-Josefa Reis
Fotos-Isabel Várzeas e Josefa Reis

    

ALDEIA DOS DIREITOS E DOS AFETOS


 Os alunos do Curso Profissional de Turismo Ambiental e Rural não hesitaram em aceitar o desafio, lançado pela docente da disciplina de História da Cultura e das Artes, de levar a cabo a atividade designada Escola em acção - Aldeia dos Direitos e dos Afetos, idealizada no âmbito do Projeto UNESCO – que consistia na animação dos utentes do Lar da Misericórdia de Carregal do Sal, através de canções tradicionais, seguindo-se uma coreografia de dança contemporânea. Esta iniciativa teve lugar na tarde do dia 2 de março, tendo como objetivos: desenvolver relações intergeracionais no contexto de atividades de animação dos utentes do Lar; valorizar o potencial criativo dos alunos; promover o diálogo intergeracional; criar laços entre as pessoas idosas e os adolescentes e potenciar o espírito de voluntariado.


O desafio de os ensaiar foi logo aceite pela colega de Música, Ana Cláudia Campos, uma inestimável colaboração, sem a qual a iniciativa não teria alcançado o mesmo êxito. O docente deste grupo de formandos de Técnicas de Animação Turística, Henrique Jesus, também se associou à dinamização do evento. Para ambos uma palavra de apreço pela sua preciosa cooperação, assim como para a colega Júlia Abrantes, a qual com os acordes da sua guitarra, contribuiu para a preparação do grupo.

Há momentos em que o exercício da profissão de professor nos enche a alma, este foi um deles. Foi um gosto enorme observar o olhar e os rostos alegres dos idosos, alguns acabaram por acompanhar o ritmo, cantando e batendo palmas. O abraço caloroso na despedida e o manifesto desejo de que haja outros momentos de alegria naquela Casa “para esquecer o passado e superar a solidão” são a prova de quão simples é levar carinho e alegria aos que precisam. Sem dúvida, o balanço é muito positivo, ficará seguramente na memória dos que o viveram. Fica a enorme gratidão ao grupo de alunos, à Direção Técnica da instituição e ao seu Provedor por permitirem a concretização desta atividade.

A Coordenadora do Projeto UNESCO
Dores Fernandes